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Microchip cerebral promete reduzir os sintomas do Transtorno Obsessivo-Compulsivo

Técnica está sendo utilizada em hospitais brasileiros como alternativa para casos que não melhoram com os tratamentos convencionais

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A técnica, já utilizada em outros países, está sendo utilizada em hospitais brasileiros como alternativa para casos que não melhoram com os tratamentos convencionais.

Julia Warmling, médica veterinária, convive com o TOC há mais de 10 anos.

"Meu TOC começou em 2011, após um acidente de carro. Eu vivia normalmente, mas tinha muita dificuldade de dormir, passava a noite toda acordada, e isso começou a afetar a minha rotina."

"Normalmente tragedias, relacionadas comigo, com a minha família, com minha filha, com meus animais, sempre com muito sangue, acidentes, morte, e isso gera muita ansiedade, a gente não consegue dormir quando a gente tem esse tipo de pensamento, e a gente também não consegue interromper."

Pacientes como Julia podem recorrer a medicamentos e acompanhamento psicológico, mas quando o tratamento não funciona, a neurocirurgia oferece um método que ajuda pacientes que já tinham perdido a esperança.

O método consiste na implantação de um microchip cerebral que ajusta o circuito elétrico do cérebro, normalizando os pensamentos relacionados ao TOC e aliviando os sintomas.

A cirurgia foi realizada pela primeira vez em Santa Catarina pelo neurocirurgião Wuilker Knoner.

"O cérebro, ele é pura eletricidade, e ele funciona com isso, e às vezes esse circuito está exacerbado demais, ou está fazendo um curto-circuito, um grupo de neurônios se comunicando com o outro, ou ainda está com baixa atividade, então quando a gente coloca la nesse grupo de eletrodos esse chip, ele serve pra ajustar a circuitaria e ajustar esse circuito elétrico."

O procedimento é realizado por um neurocirurgião que faz uma abertura no crânio por onde passam os eletrodos, que são instalados no sistema límbico do paciente, região do cérebro que responde pelas emoções.

O mesmo método já é utilizado para pacientes com epilepsia, distúrbios do movimento, demência e depressão.

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