STM deve negar recurso de Bolsonaro e manter ministro
Ex-presidente pede que Joseli Camelo, ex-presidente da corte, seja declarado impedido de julgá-lo por ter sido piloto de Dilma e Lula


Basília Rodrigues
O plenário do Superior Tribunal Militar (STM) deve rejeitar recurso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra participação do ministro da corte militar Joseli Camelo em seu julgamento devido à atuação do ministro em governos do PT.
Bolsonaro alega que faltaria imparcialidade ao ministro, que é ex-presidente da corte. O STM avalia se a condenação do Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe pode justificar a perda de patente de Bolsonaro, que é ex-capitão do Exército.
Ministros do STM ouvidos pelo SBT News em condição de reserva argumentam que aceitar o recurso colocaria em xeque o comando do tribunal. Isso porque a decisão contestada por Bolsonaro é da ministra Maria Elizabeth Rocha, que preside a corte.
A eventual concordância com o pedido, além de desautorizar a presidente atual do STM, impediria um ex-presidente da corte de votar.
O julgamento sobre o recurso de Bolsonaro está marcado para 24 de junho. O tribunal é composto por 15 ministros. Todos votam, com exceção da presidente. Portanto, haverá os votos de dez militares e quatro civis.
Antes de ser ministro, o tenente-brigadeiro do ar Joseli foi comandante dos voos presidenciais por 12 anos, tendo atuado como piloto oficial nos primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva e também durante parte da gestão Dilma Rousseff. A ex-presidente o indicou para o STM em 2015.







